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Estou grávida, posso me tatuar? Siga esses conselhos!

Apesar de ainda não existir um estudo que comprove que a tatuagem faz mal ao feto, existe um consenso entre a comunidade médica de que a grávida não deve fazer tatuagem durante a gestação, independente do período gestacional.

São vários os fatores que levam os médicos e obstetras a estabelecerem tal recomendação, principalmente quando se considera as diversas mudanças que ocorrem no corpo da mulher durante gravidez, tanto internas como externas.

“Qualquer procedimento que envolva algum tipo de invasão na pele, a gestante não deve fazer, principalmente com procedimentos injetáveis, que tenham agulha, porque pode ter o risco de contaminação”, alerta.

Mirian Sabino ainda explica que a pele da gestante, em termos dermatológicos, é mais sensível que as das demais. Isso porque ela está respondendo intensamente à produção hormonal, e consequentemente tem mais predisposição para manchas e infecções.

Dentre os principais risco de fazer tatuagem durante a gravidez estão:

• Infecções locais
• Contaminação com doenças transmissíveis
• Reações alérgicas (dermatite de contato) e hiperpigmentação
• Ansiedade na gestante e demais complicações
• Prejuízo da tinta para o bebê

Possibilidade de o desenho da tatuagem ficar deformado após o parto

 

Risco de infecções locais e doenças transmissíveis

Como a pele da gestante fica mais sensível, por conta das várias mudanças hormonais e imunológicas, a possibilidade de infecções locais é maior.

“A gestante fica mais suscetível a contrair infecções e, no caso de tatuagens, dependendo de como o material foi esterilizado, significa correr o risco de contrair hepatite B, C, HIV ou outras doenças transmissíveis através de material contaminado”, explica a médica dermatologista Fabiana Seidl, membro e especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Reações alérgicas, dermatite de contato e hiperpigmentação: A dermatologista Laís Leonor, da clínica Dr. Andre Braz, alerta para os riscos de desenvolver alergias e outras complicações na pele, resultantes do procedimento, o que pode trazer perigos para a gestante e para o feto.

“Há a possibilidade de desenvolver alergia, além de ter modificações na própria tatuagem por causa de uma hiperpigmentação da pele, e até quadros mais graves causando cicatrizes e queloide”, explica a Laís.


Desencadear ansiedade

Como a tatuagem é um procedimento invasivo e muitas vezes doloroso, o fator da dor pode acabar desencadeando ansiedade e nervosismo na gestante, o que pode resultar em hipotensão (pressão baixa) ou hipertensão arterial, especialmente na gestante que já tem predisposição a esses sintomas.

Esses fatores podem acabar gerando mal estar na gestante e demais complicações para ela e para o bebê.


Riscos de deformação da tatuagem

É preciso considerar que o corpo da gestante se adapta para todas as necessidades de espaço que o bebê precisa, o que levará ao esticamento da pele.

Uma tatuagem feita durante o período gestacional – o que não é recomendado – pode mudar de aspecto após a pele voltar ao normal, podendo apresentar flacidez e até mesmo estrias.

O ginecologista Rafael Lacordia ainda alerta para tatuagens na região dorsal, que dificultam e até impedem que se faça a raquianestesia durante o trabalho de parto ou cesárea.

Fiz tatuagem na gravidez. E agora?

Caso a gestante faça uma tatuagem sem ter consciência da gravidez, não é preciso se desesperar.

O recomendado é que ela realize uma consulta com o obstetra para que seja providenciado os testes necessários para doenças como HIV e hepatites, a fim de avaliar se existe risco de transmitir a doença para o bebê, como explica o médico obstetra Rafael Lacordia.

Demais acompanhamentos e consultas com o pré-natal são essenciais.


Posso fazer tatuagem durante a amamentação?

O recomendado é que não. Isso porque os riscos são os mesmos relacionados à tatuagem durante a gravidez.

O indicado, segundo especialistas, é que a mulher espere pelo menos 40 dias após o parto para fazer uma tatuagem.

“Eu prefiro esperar que a mulher pare de amamentar, pois durante o período de amamentação as alterações hormonais persistem e os riscos para a saúde do bebê também, caso a mãe venha a desenvolver uma infecção ou inflamação”, finaliza a dermatologista Fabiana Seidl.

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